Peróxido de Hidrogênio 

O produto de grau alimentício é utilizado para lavagem desinfetante em diversas etapas do processamento de alimentos. Além disso, é o desinfetante por excelência usado nas máquinas de envase em embalagens assépticas (longa vida). É também utilizado em estações de potabilização de água, desde o controle por inativação de microalgas nos mananciais até a pré-oxidação direta ou ativada com ultravioleta ou ozônio para a remoção de contaminantes da água. 

 

Ácido Peracético 

O produto é amplamente utilizado para desinfecção de equipamentos e sanitização de superfícies nas indústrias de refrigerantes, cervejas e vinhos, além de os próprios alimentos de origem animal em frigoríficos e laticínios, e também de cítricos na fase de esmagamento das frutas para a produção de sucos.

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Desinfecção de cervejarias

Considerações 

A manutenção da qualidade, do sabor, do aroma e do corpo da cerveja é fundamental para o fabricante, pois garante o sucesso e a identidade de seu produto no mercado. As características de qualidade estão diretamente relacionadas com a procedência das matérias-primas, controle do processo e a não interferência de microrganismos indesejáveis durante o processo de fermentação e maturação de cerveja. Dentre os microrganismos indesejáveis e suas conseqüências, podemos destacar: 

 

Bactérias 

a) Gênero Acetobacter ou Gluconobacter:
Produção de ácido acético a partir do etanol, conferindo sabor ácido à cerveja. 

b) Gênero Lactobacillus:
Produção de ácido láctico a partir da glucose, conferindo aspecto turvo à cerveja. 

c) Gênero Enterobacter:
Produção de compostos fenólicos, conferindo sabor “medicinal” à cerveja. 

 

Leveduras selvagens 

Provocam a atenuação do sabor da cerveja. 

De todas as contaminações, a presença de leveduras selvagens, inclusive cepas selvagens de S.cerevisiae, é mais difícil de se detectar, controlar e erradicar. Isso se deve à semelhança morfológica, bioquímica e sorológica com a levedura normalmente usada para a maturação da cerveja. 

A PERÓXIDOS DO BRASIL desenvolveu o PROXITANE® 1512, desinfetante à base de ácido peracético e peróxido de hidrogênio, específico para a indústria alimentícia, que oferece os seguintes benefícios no controle dos microrganismos problemáticos em uma cervejaria.

 

Benefícios adicionais

  • PROXITANE® 1512 é efetivo contra bolores, leveduras, bactérias (inclusive esporulados), vírus e algas. Não foi observado o desenvolvimento de resistência microbiana.
  • De maneira geral o PROXITANE® 1512 dispensa enxágüe, uma vez que seus produtos de decomposição (traços de ácido acético, água e oxigênio) não alteram a química do gosto do produto a ser manufaturado na dorna.
  • A concentração do PROXITANE® 1512 é facilmente determinada através de métodos de análise fornecidos pela PERÓXIDOS DO BRASIL.
  • PROXITANE® 1512 é um desinfetante de fácil aplicação e rápida ação.
  • PROXITANE® 1512 não produz espuma, sendo ideal para uso em indústria alimentícia.
  • Ativo em uma ampla faixa de temperatura e concentração (consultar nossa literatura PB0-BA-2503 PROXITANE® 1512 em Sistemas Cleaning-In-Place).
  • Compatível com aço inox, remove incrustações e passiva as superfícies.
  • Nas condições indicadas de uso, não afeta os sistemas de tratamento biológico de efluentes (aeróbio ou anaeróbio), uma vez que seus produtos de decomposição são totalmente biocompatíveis.
  • Pode reduzir a Demanda Biológica de Oxigênio (DBO) dos efluentes.
Indústria de laticínios

Ácido Peracético no tratamento de laticínios 

A linha PROXITANE® é uma linha de desinfetantes constituídos de uma mistura equilibrada e estabilizada de ácido peracético, peróxido de hidrogênio, ácido acético e veículo estabilizante. Seu principal composto ativo, o ácido peracético, está entre os mais poderosos microbicidas conhecidos. 

Por suas características e benefícios, o ácido peracético é o desinfetante ideal para a indústria alimentícia, particularmente laticínios, produtores de queijos e iogurte. 

  • Laticínios com sistema Clean-in-Place (CIP)
  • Pré-desinfecção dos aquecedores de placas
  • Desinfecção das tubulações
  • Lavagem e desinfecção de tanques de armazenamento e transporte
  • Desinfecção de mesas de trabalho, superfícies e fôrmas de queijo
Desinfecção de carcaças de frango

Nos EUA, quase seis milhões de pessoas ficam doentes por infecções alimentares e mil e trezentas morrem anualmente. Cientistas do Centro de Controle de Doenças (Departamento de Segurança Alimentar) calculam que aproximadamente 50% dos casos são devidos à contaminação por Salmonella sp presente nos produtos derivados de carne de frango. 

A manutenção de baixos índices de contaminação bacteriana nas carcaças de frango também é essencial na qualidade final do produto, estando diretamente relacionada com o prazo de validade, aspecto, odor, consistência e bem-estar do consumidor. 

Salmonella sp, apesar de não ser aceita mundialmente como parte da microflora natural externa das aves vivas, aparece com freqüência nos frangos abatidos, representando um risco em potencial para a saúde do consumidor final. As medidas hoje adotadas para o controle dessa contaminação no processo de abate de frango são eficientes, desde que sejam rigorosamente seguidas, como por exemplo: 

  • Cuidado na técnica de evisceração;
  • Lavagem das carcaças com água clorada;
  • Resfriamento das carcaças com água clorada;
  • Troca contínua da água no chiller para evitar o acúmulo de matéria orgânica.

 

Tradicionalmente a cloração é um importante meio de controle das contaminações, entretanto apresenta algumas desvantagens: 

  • Em baixas temperaturas o cloro tem sua atividade microbicida diminuída;
  • Aumento do teor de cloro acarreta alterações organolépticas do produto final;
  • Cloro na presença de matéria orgânica promove a formação de compostos organoclorados tóxicos que são controlados em vários países importadores (ex.: Japão e Comunidade Européia).

 

Com base nisso, A PERÓXIDOS DO BRASIL desenvolveu a linha PROXITANE® de ácido peracético para uma melhor descontaminação de carcaças de frango, com as seguintes vantagens: 

  • Os produtos de degradação são de baixa toxicidade (água, oxigênio e traços de ácido acético)
  • Rápida ação contra bactérias, fungos, vírus, algas e esporos.
  • Promove a oxidação e desfaz os grupos sulfidrila e ligações dissulfeto (-S-S) das enzimas microbianas, interrompendo os processos metabólicos.
  • Altera o equilíbrio químico-osmótico da membrana microbiana.
  • Oxida a membrana citoplasmática do microrganismo, podendo causar o rompimento da parede celular.
  • A ação do ácido peracético é potencializada pelos seus outros componentes (ácido acético e peróxido de hidrogênio).
  • Ainda não foi observado nenhum mecanismo de resistência microbiana contra o ácido peracético.
  • O ácido peracético não é carcinogênico, mutagênico, nem alergênico.
  • Uma vez que os resultantes da sua decomposição são água, oxigênio e traços de ácido acético, auxilia os sistemas de tratamento de efluentes
  • É totalmente solúvel em água em qualquer proporção e não forma espuma
  • Não forma derivados tóxicos na presença de matéria orgânica.
  • Não confere sabor estranho às carcaças;
  • É efetivo a baixa temperatura;
  • O residual de água, oxigênio e ácido acético é inócuo;
  • Há uma redução de até 99,0% na contagem de mesófilas totais; com eliminação de toda a Salmonella sp.
Branqueamento de Bucho e Tripa

O uso de peróxido de hidrogênio no branqueamento de bucho e tripa é um processo empregado em larga escala pelos frigoríficos de todo o mundo. 

O peróxido de hidrogênio combina sua eficiência como alvejante com a vantagem de não alterar o sabor do produto. 

Além disso, não deixa resíduos tóxicos, pois se decompõe em água e oxigênio, conforme reação:

H2O2 → H2O + ½ O2

O peróxido de hidrogênio assegura a qualidade dos processos de branqueamento e objetiva melhor atender a esse segmento. A PERÓXIDOS DO BRASIL desenvolveu a linha IX® de peróxido de hidrogênio com diversas concentrações registradas e aprovadas como branqueante de alimentos nos Ministérios da Saúde e da Agricultura. 

 

Branqueamento de Bucho 

O branqueamento de bucho é dividido em duas etapas: 

1) Limpeza: 

A limpeza do bucho é feita através de um banho de cal. O uso de produtos alcalinos, além de facilitar a limpeza, também favorece a distenção das fibras. 

2) Alvejamento:

O processo de alvejamento é responsável pela remoção da coloração marrom, além de igualar o branco final. 

 

Branqueamento de Tripa 

Após passar por um processo de limpeza com água e conservação em salmoura, a tripa é novamente lavada para eliminação de sal. Ela é então colocada em um banho com peróxido de hidrogênio para branqueamento.